A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) se manifestou contra a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que elevou a taxa de juros Selic para 13,25% ao ano. A entidade, liderada por Flávio Roscoe, argumenta que essa elevação pode dificultar o ambiente de negócios, restringir investimentos produtivos e aumentar os custos de produção, o que prejudicaria a competitividade da indústria, especialmente em um cenário econômico já caracterizado por altos custos, gargalos logísticos e carga tributária elevada.
Embora reconheça a importância do controle da inflação, a Fiemg expressou preocupações com os efeitos negativos dessa política, que pode acirrar a desaceleração econômica e afetar a geração de empregos e a renda das famílias. Além disso, a medida pode reduzir a arrecadação do governo, impactando ainda mais o panorama econômico atual. A entidade também destacou que a alta nos juros comprometeria empresas que contrataram empréstimos durante a pandemia, visando mitigar os efeitos da crise econômica.
Em seu posicionamento, a Fiemg defende a necessidade de uma política monetária mais equilibrada, que combine o controle da inflação com ações que incentivem o crescimento sustentável. A entidade sugere que é essencial buscar soluções que favoreçam o investimento produtivo, preservem o ambiente de negócios e promovam a recuperação econômica de forma mais prudente e cautelosa.