O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, expressou sua oposição à recente decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que exigiu a anuência prévia do órgão para o licenciamento ambiental de atividades minerárias com supressão de vegetação no bioma Mata Atlântica. Roscoe classificou a medida como uma burocracia desnecessária e apontou a insegurança jurídica que ela poderia causar, além de afirmar que a mineração já enfrenta processos rigorosos de licenciamento ambiental conduzidos por outros órgãos competentes.
A decisão do Ibama, assinada pelo presidente Rodrigo Agostinho, foi publicada no início de janeiro e gerou uma reação imediata da Fiemg. A entidade, junto ao Sindicato da Indústria Mineral de Minas Gerais (Sindiextra-MG), ingressou com um mandado de segurança para suspender a medida, alegando que ela poderia levar a prejuízos irreparáveis devido à morosidade processual, tornando inviável o desenvolvimento das atividades minerárias.
Dados internos da Fiemg revelaram que, nos últimos dois anos, o Ibama recebeu 755 processos de licenciamento ambiental, dos quais apenas 159 foram concluídos, resultando em uma taxa de conclusão de 21%. Essa estatística foi utilizada para reforçar a argumentação de que a medida poderia prejudicar ainda mais o setor, que já enfrenta desafios significativos no que se refere à aprovação de licenças ambientais.