O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, afirmou que a proposta de estabelecer um teto de juros para o novo modelo de crédito consignado no setor privado pode prejudicar a competição entre os bancos. Sidney destacou que, sem o teto, os bancos teriam mais liberdade para competir, o que resultaria em melhores condições para os trabalhadores, como a possibilidade de migrar entre instituições financeiras. Ele também ressaltou que, quanto mais garantias os trabalhadores oferecerem, menor será o custo do crédito.
Durante uma reunião com o governo, onde o novo modelo de crédito consignado foi discutido, Sidney reforçou que a criação de um teto para as taxas de juros poderia gerar disfuncionalidades no mercado. Embora a medida ainda esteja em debate no governo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou que a decisão será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sidney afirmou que o mercado de crédito pode se autorregular sem a necessidade de um teto fixo.
Sobre as garantias, Sidney explicou que os bancos não estão pedindo uma ampliação do uso do FGTS como garantia, mas sim uma plataforma que ofereça informações para avaliar o risco de crédito. Atualmente, os trabalhadores podem oferecer até 10% do saldo de suas contas no FGTS como garantia, e, em caso de demissão, a totalidade da multa de 40%. Sidney reforçou que as informações sobre a situação financeira dos trabalhadores, como nível de endividamento e tempo de emprego, ajudariam os bancos a precificar melhor o risco e, consequentemente, a oferecer taxas mais competitivas.