O ex-presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) foi preso em uma operação policial realizada pela Polícia Civil, em conjunto com investigações de corrupção envolvendo um contrato de R$ 27 milhões. A operação, denominada “Obra Simulada”, investiga irregularidades em 26 obras públicas, com suspeitas de pagamentos indevidos, alterações contratuais e falta de execução das obras. A empresa vencedora da licitação recebeu antecipadamente R$ 10 milhões, mas as obras foram, em sua maioria, não realizadas ou mal executadas, o que gerou suspeitas de fraudes.
As investigações apontam que o processo licitatório foi marcado por irregularidades desde o início, com a adesão indevida a um contrato de uma instituição externa. A mudança no objeto do contrato, de serviços de manutenção para obras de engenharia, elevou o valor do contrato para R$ 27 milhões. A Polícia Civil identificou um esquema de desvio de recursos, com transferências de dinheiro entre empresas vinculadas a familiares e amigos dos envolvidos, além de ações fraudulentas para justificar pagamentos sem a devida execução das obras.
O Governo de Goiás, que identificou as irregularidades por meio de seus sistemas de controle interno, tem colaborado com as investigações e reforçou que adota uma política de tolerância zero com desvios de conduta. A gestão afirmou que continuará a apoiar a apuração dos fatos e que todos os envolvidos serão responsabilizados caso as irregularidades sejam confirmadas. A defesa do ex-presidente da Goinfra, por sua vez, considera a prisão descabida e espera que o Judiciário analise o caso de forma justa.