Uma idosa de 103 anos sofreu uma amputação no pé realizada por uma enfermeira em sua residência, sem o uso de anestesia, em Brasília. O procedimento ocorreu em dezembro de 2024, mas só foi comunicado à Polícia Civil do Distrito Federal em 27 de janeiro de 2025. A paciente, que estava sendo acompanhada por uma equipe médica e de enfermagem, tinha uma ferida no pé que exigia uma possível amputação, porém a família havia optado por cuidados paliativos, dada a idade avançada da paciente.
O Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF) informou que, embora enfermeiros possam administrar anestésicos locais em alguns casos simples, não têm autorização para realizar amputações. A enfermeira responsável pelo procedimento utilizou um bisturi inadequado, o que agravou a situação. A amputação, realizada sem a supervisão de um médico, é considerada uma intervenção exclusivamente médica, e a ação da profissional de enfermagem gerou grande preocupação e críticas.
Em meio à investigação, surgiram trocas de mensagens em que a enfermeira relatava dificuldades para descartar o pé amputado no hospital onde trabalhava. A profissional mencionou problemas para realizar o descarte do membro e pediu ajuda à família da idosa. A Polícia Civil segue investigando o caso, que permanece em sigilo, enquanto a idosa permanece internada na UTI de um hospital particular.