O dólar iniciou a sessão do dia com tendência de alta, chegando a superar R$ 5,95 pela manhã, mas perdeu força ao longo da tarde, fechando em leve baixa de 0,09%, a R$ 5,9133. Este movimento representou o sexto pregão consecutivo de queda da moeda americana, com uma desvalorização acumulada de 2,51% no período. Em janeiro, o real se destacou entre as principais divisas globais, registrando uma queda de 4,32% em relação ao dólar, figurando como a terceira melhor moeda no mês, atrás apenas do rublo russo e do peso colombiano.
Analistas sugerem que a desvalorização do peso mexicano e fluxos pontuais de recursos para ações brasileiras podem ter favorecido o real. Além disso, a possível elevação da taxa Selic em 1 ponto porcentual nesta semana, juntamente com um tom mais firme no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), pode atrair investidores em operações de carry trade, o que tende a aumentar a atratividade do real. A ausência de surpresas políticas em Brasília também teria contribuído para a valorização da moeda brasileira.
No cenário externo, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas, registrou uma leve queda, impulsionada pela valorização do iene. As bolsas em Nova York enfrentaram perdas, com destaque para o índice Nasdaq, que caiu mais de 2%, em decorrência de uma notícia sobre a empresa chinesa DeepSeek e seus avanços em inteligência artificial. No mercado latino-americano, o peso colombiano e o peso mexicano sofreram desvalorizações, com o mexicano perdendo mais de 2% diante de incertezas políticas relacionadas a tarifas comerciais.