Há dois anos, o governo federal decretou uma emergência de saúde na Terra Indígena Yanomami, a maior do Brasil, devido à grave crise enfrentada pela população local. A região, que sofre com o impacto do garimpo ilegal, desmatamento e poluição dos rios, viu uma melhora nas condições de saúde com a ampliação do atendimento médico e o envio de cestas básicas. No entanto, apesar de progressos, a malária continua sendo um grande desafio. Em 2023, foram registrados quase 31 mil casos da doença, e o primeiro semestre de 2024 mostrou números elevados, embora o governo relate uma redução de 35% nos óbitos relacionados à malária.
A situação de desnutrição grave, especialmente entre crianças, foi outro problema crítico, mas houve avanços. As crianças Yanomami estão agora mais saudáveis, e as condições de vida nas comunidades melhoraram com a retomada da produção local de alimentos, como mandioca e frutas. No entanto, os danos ambientais provocados pelo garimpo ilegal ainda afetam diretamente a saúde dos povos indígenas, com a contaminação de rios por mercúrio, que ainda representa um risco à saúde. O governo tem intensificado as ações de segurança e proteção ambiental, mas os desafios são grandes.
A crise sanitária e ambiental na Terra Indígena Yanomami exige um compromisso contínuo com políticas públicas eficazes para garantir a segurança alimentar, a saúde e o bem-estar das comunidades. Embora os esforços de desintrusão e combate ao garimpo ilegal tenham mostrado resultados, especialistas e lideranças locais afirmam que as ações precisam ser permanentes para assegurar a estabilidade e autonomia dos Yanomami. O apoio governamental, somado à organização das próprias comunidades, é visto como essencial para garantir a sobrevivência e o modo de vida tradicional do povo Yanomami.