O ex-presidente Jair Bolsonaro revelou que o Partido Liberal (PL) decidiu apoiar o senador Davi Alcolumbre (União Brasil) para a presidência do Senado, embora essa decisão tenha gerado atritos internos. O senador Marcos Pontes (PL-SP), que não consultou a legenda antes de anunciar sua candidatura, se tornou um ponto de tensão, especialmente após uma reunião com Bolsonaro, que não esperava a movimentação do ex-astronauta. O ex-presidente, ao defender Alcolumbre, enfatizou as consequências de uma candidatura dissidente dentro do partido e reforçou a importância de ter um candidato alinhado com a legenda para garantir uma posição no Senado.
Bolsonaro também expressou preocupações sobre o impacto da candidatura de Pontes em sua imagem e no relacionamento com os membros do PL. O ex-presidente mencionou o desgaste constante causado pela candidatura concorrente, mas destacou sua confiança na eleição de Alcolumbre e nas perspectivas futuras para o partido, especialmente após as eleições de 2026. A divisão interna do PL tem gerado discussões intensas, com Pontes utilizando as redes sociais para afirmar que sua candidatura é motivada por suas convicções pessoais, mesmo respeitando a decisão do partido.
Além das divergências internas, a situação se complica pela medida cautelar imposta pelo Ministro Alexandre de Moraes, que restringe a comunicação entre Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Isso tem dificultado as negociações dentro do partido e gerado incertezas sobre as futuras direções políticas do PL, enquanto as redes sociais se tornam palco para intensos conflitos entre os aliados e opositores de Pontes e Bolsonaro.