No último trimestre de 2024, a taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,2%, apresentando uma leve queda em relação ao terceiro trimestre do ano (6,4%) e também em comparação com o mesmo período de 2023 (7,4%). Com esse resultado, a taxa anual de desocupação fechou em 6,6%, o que representa o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. O total de pessoas desocupadas no país foi de 6,8 milhões, número estável em relação ao trimestre anterior, mas 15,6% inferior ao registrado no fim de 2023.
Em termos de população ocupada, o Brasil registrou um aumento tanto na comparação trimestral quanto anual. Ao longo do último trimestre de 2024, 103,8 milhões de pessoas estavam empregadas, o que representa um crescimento de 0,8% em relação ao trimestre anterior e de 2,8% em comparação ao mesmo período de 2023. Este aumento reflete uma melhoria no cenário de emprego, com a adição de mais de 3 milhões de postos de trabalho no último ano.
O rendimento real habitual do trabalhador também apresentou avanços, subindo para R$ 3.315 no último trimestre de 2024. Esse aumento foi de 1,4% frente ao trimestre anterior e de 4,3% quando comparado ao mesmo período de 2023. A massa de rendimento real habitual, que abrange o total pago a todos os trabalhadores, atingiu um recorde de R$ 339,5 bilhões, o que representou um crescimento de 2,3% em relação ao trimestre anterior e de 7,4% em relação ao último trimestre de 2023.