No último sábado (25), um voo com brasileiros deportados dos Estados Unidos aterrissou em Belo Horizonte, após um atraso causado por problemas técnicos na aeronave durante o reabastecimento em Manaus. Durante a parada, a imagem de passageiros algemados e acorrentados gerou críticas e a promessa de o governo brasileiro intervir junto às autoridades norte-americanas, considerando que tal prática pode violar acordos bilaterais sobre deportações.
Especialistas em direito migratório, como Wilson Bicalho, explicam que a legislação dos EUA não considera crime o uso de algemas durante a deportação, alegando que isso é necessário para evitar conflitos ou situações extremas durante o voo. Entretanto, para o Brasil, esse procedimento representa uma violação de direitos humanos, já que os deportados não cometeram crimes no país de origem. A professora Priscila Caneparo complementa, ressaltando que a aplicação de algemas é proibida no espaço aéreo internacional e não é uma prática aceita fora dos Estados Unidos.
A deportação em massa de imigrantes ilegais tem sido uma medida ampliada pelo governo dos EUA, especialmente sob a administração de Donald Trump. A presidente da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou que as ações de deportação visam enviar uma mensagem clara sobre as consequências para aqueles que entram ilegalmente no país. A controversa prática de algemar os deportados, no entanto, continua a gerar debates tanto no Brasil quanto internacionalmente.