O Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou dados sobre os crimes de intolerância religiosa registrados no Rio de Janeiro entre janeiro e setembro de 2024, totalizando 72 ocorrências, sendo 39 relacionadas ao crime de ultraje a culto. A maior parte dos casos ocorreu na capital fluminense, com destaque para a crescente violência contra a diversidade religiosa. As delegacias também registraram 33 casos de intolerância religiosa, com vítimas predominantemente entre 30 e 59 anos, e os crimes ocorreram principalmente em residências. A subnotificação é um fator preocupante, já que muitas vítimas não formalizam as denúncias.
Além dos dados de criminalidade, uma pesquisa aponta que as instituições religiosas do Rio de Janeiro geram um impacto econômico significativo, movimentando R$ 216,6 milhões anualmente e empregando cerca de 5.700 pessoas. Áreas como Tijuca, Campo Grande e o Centro são locais com grande concentração de atividades religiosas, que também influenciam positivamente o comércio local. Essas instituições desempenham um papel importante no apoio social, oferecendo assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade e promovendo a inclusão social.
Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas eficazes para combater a intolerância religiosa e o racismo, que ainda afetam de forma desigual diferentes grupos sociais. O aumento de casos registrados, especialmente no Disque 100, indica que a intolerância religiosa continua sendo um problema crescente no Brasil, com o Rio de Janeiro destacando-se como uma das regiões mais afetadas. O papel das instituições religiosas como centros comunitários e de apoio vai além da esfera espiritual, gerando benefícios econômicos e sociais relevantes para a sociedade.