O Brasil tem enfrentado um aumento no número de desastres naturais, como deslizamentos, inundações e enchentes, especialmente em estados como Minas Gerais e Sergipe. Esses fenômenos têm se tornado mais frequentes e intensos, com tempestades e chuvas severas resultando em mortes e destruição. Especialistas apontam que esses eventos estão diretamente ligados às mudanças climáticas, impulsionadas pelo aquecimento global. A alteração no ciclo hidrológico global tem afetado as chuvas de maneira desigual, com algumas regiões experimentando períodos de seca mais severos, como no caso da Califórnia, enquanto outras sofrem com precipitações extremas, como as observadas no Brasil.
Estudos indicam que o aumento das temperaturas médias, com 2024 sendo o ano mais quente registrado, tem exacerbado fenômenos climáticos extremos. Aumento da frequência de ciclones, ondas de calor e seca são algumas das consequências do aquecimento global, conforme relatórios de organismos internacionais e nacionais, como o IPCC. No Brasil, isso tem levado a impactos diretos na agricultura, especialmente em regiões mais secas, como o Centro-Oeste e o Nordeste, que agora enfrentam desafios relacionados à escassez de água e segurança alimentar. A intensificação dessas chuvas, por sua vez, pode causar danos à infraestrutura e gerar deslocamentos de pessoas.
Além disso, o fenômeno climático El Niño, embora cíclico, tem ganhado maior intensidade devido às mudanças climáticas, aumentando o risco de seca e incêndios em várias partes do mundo, inclusive na Amazônia. Esse padrão de alterações climáticas afeta também a geração de energia, que depende da disponibilidade de recursos hídricos, e pode comprometer o abastecimento em diversas regiões. O impacto na saúde pública também é evidente, com o aumento do risco de doenças infecciosas e problemas relacionados a enchentes. O Brasil, portanto, enfrenta uma situação crescente de vulnerabilidade, onde as mudanças climáticas impactam diretamente a vida das pessoas e os ecossistemas.