O consumo moderado de café é frequentemente associado a benefícios para a saúde, como proteção cardiovascular e prevenção de doenças neurodegenerativas. No entanto, há controvérsias sobre seus efeitos, especialmente ao ser consumido logo ao acordar. Alguns estudos indicam que a cafeína pode interferir no processo natural de despertar, alterando os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Embora a ingestão exagerada de cafeína possa causar efeitos negativos, como ansiedade e arritmias, a relação entre o consumo da bebida e a produção de cortisol não é conclusiva, e os impactos podem ser mais relevantes para pessoas sensíveis.
O cortisol desempenha funções essenciais, como a regulação da pressão arterial e a ativação do sistema imunológico. Sua produção segue um ritmo circadiano, com picos pela manhã, o que sugere que o consumo de café ao acordar pode não ser tão prejudicial quanto se pensa, desde que seja moderado. A endocrinologista e a nutricionista alertam, no entanto, que a cafeína em excesso pode desencadear efeitos adversos, como taquicardia e insônia, caso consumida em grandes quantidades ou perto da hora de dormir.
Embora o café seja um estimulante do sistema nervoso central devido à cafeína, que bloqueia a adenosina e reduz a sensação de cansaço, ele pode prejudicar o sono se consumido tarde. A recomendação é evitar a bebida pelo menos 7 a 9 horas antes de dormir, com limite de 400 mg de cafeína diária. Assim, o café pode ser benéfico para a saúde, desde que consumido de forma equilibrada, sem excessos que possam causar distúrbios.