O Brasil voltou a ocupar a posição de país com o maior juro real do mundo, alcançando uma taxa anualizada de 9,18% após a recente elevação de 1 ponto percentual na Selic pelo Banco Central, em 29 de janeiro de 2025. Esta mudança se deu em função da redução da taxa básica de juros na Argentina, que passou de 32% para 29% ao ano, fazendo com que seu juro real caísse de 9,36% para 6,14%. A projeção de juro real do Brasil considera a estimativa da inflação para os próximos 12 meses.
A taxa de juro real é calculada descontando a inflação da taxa nominal e serve como um indicador relevante para investidores, especialmente em mercados de renda fixa. O Brasil, com a alta da Selic, se posiciona novamente no topo do ranking global de juros reais, uma posição que não ocupava desde dezembro de 2023. Este dado reflete as medidas adotadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para controlar a inflação e impactar as decisões econômicas internas.
Embora o Brasil lidere o ranking de juros reais, a situação no ranking de juros nominais é diferente. O país ocupa a 4ª posição, com a taxa Selic em 13,25% ao ano, atrás da Turquia (45%), da Argentina (29%) e da Rússia (21%). Este cenário revela o impacto das políticas monetárias de diferentes países e reflete a importância das decisões do Copom na economia brasileira, especialmente em um momento de intensas variáveis globais e regionais.