As bolsas europeias encerraram o pregão de sexta-feira (24) sem um sinal único, influenciadas por balanços trimestrais positivos, especialmente para o setor de luxo, e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a relação comercial com a China. Trump afirmou que preferiria não aumentar tarifas à China, mas reforçou que o poder das tarifas é significativo para os Estados Unidos, o que contribuiu para movimentos de alta em algumas ações. Além disso, dados econômicos da região também impactaram o mercado, com indicadores de gerentes de compras (PMI) do Reino Unido e Alemanha apresentando surpresas positivas, enquanto os da zona do euro foram mistos.
No contexto econômico, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, destacou que a inflação, atualmente em 2,4%, deve continuar a cair, principalmente devido à queda nos preços de energia. O otimismo gerado pelos dados econômicos foi contrabalançado por quedas nas bolsas de algumas capitais europeias, como Frankfurt, Londres e Madrid, que registraram perdas modestas. Por outro lado, o setor de luxo viu ações como as da Burberry e Kering se destacarem com bons resultados, o que impulsionou índices como o CAC 40 de Paris.
Em contraste, o setor bancário italiano teve um desempenho negativo, com o Banca Monte dei Paschi di Siena registrando uma queda significativa após uma oferta de compra de outro banco, o Mediobanca, que teve alta no mercado. Em Copenhague, a Novo Nordisk viu suas ações subirem após o sucesso de um tratamento experimental. Já a Ericsson enfrentou queda nas ações devido à frustração com os lucros abaixo das expectativas, impactando negativamente o mercado de ações de Estocolmo.