As transações realizadas pelo sistema Pix registraram um aumento significativo na segunda quinzena de janeiro, com 1,923 bilhões de operações, próximo aos níveis históricos. Esse crescimento de 0,24% em comparação com o mesmo período de novembro ocorreu após um período de desinformação e fake news, que geraram preocupações sobre a possibilidade de uma taxação do serviço. O aumento nas transações foi observado principalmente após a revogação de uma norma da Receita Federal, que visava modernizar a fiscalização do Pix, mas acabou sendo cancelada devido às repercussões das fake news e fraudes.
Apesar da recuperação nas transações, o volume total de transferências via Pix caiu 13,1% em relação a dezembro, um mês caracterizado por movimentações financeiras mais altas. A desinformação teve um impacto negativo nas operações, resultando em uma queda de 13,4% no primeiro semestre de janeiro, quando comparado ao mês anterior. A disseminação de boatos e a confusão gerada acabaram afetando a confiança dos usuários no sistema.
Para combater os efeitos negativos dessa desinformação, o governo brasileiro implementou uma medida provisória que reforça a isenção de impostos sobre as transações via Pix e garante o sigilo bancário dos usuários. Além disso, a nova legislação proíbe a prática de tarifas diferenciadas para essas operações, com o objetivo de restaurar a confiança no sistema de pagamentos instantâneos, essencial para as transações financeiras no Brasil.