O assistente de IA da startup chinesa DeepSeek alcançou sucesso notável ao liderar as paradas de downloads no iPhone, gerando preocupações sobre a competitividade dos Estados Unidos no setor de inteligência artificial. Seu modelo, amplamente considerado como um forte concorrente dos desenvolvidos por empresas como OpenAI e Meta Platforms, destaca-se por ser mais barato para treinar e desenvolver. Isso causou uma queda nas ações de várias empresas de tecnologia em toda a Ásia, além de impactar negativamente os mercados financeiros dos EUA, que temem uma possível interrupção na liderança tecnológica americana.
Embora o modelo da DeepSeek ainda precise provar sua viabilidade a longo prazo, ele já está gerando discussões sobre a eficácia das estratégias de grandes empresas tecnológicas americanas e sobre o custo de seus investimentos em IA. A startup chinesa, liderada pelo fundador Liang Wenfeng, é vista como uma ameaça ao poder de precificação e ao domínio tecnológico dos EUA, especialmente por seu foco em criar uma IA mais eficiente e acessível. Além disso, seu custo de desenvolvimento é significativamente inferior aos das soluções da OpenAI, o que coloca em questão a dependência dos EUA de poderosos processadores da Nvidia.
Por outro lado, o modelo de IA da DeepSeek se autocensura em relação a temas sensíveis politicamente na China, o que pode causar estranheza a usuários internacionais. Esse aspecto levanta uma comparação com o ChatGPT, que não possui essas restrições. Mesmo com as dificuldades em relação ao fornecimento de semicondutores e as sanções comerciais dos EUA, a China continua a avançar no desenvolvimento de IA, o que reforça sua posição como um competidor significativo na área. A crescente competência chinesa nesse setor coloca o país como um desafio direto à supremacia dos Estados Unidos na inovação tecnológica.