Silene Farias, ativista cultural e figura importante para o movimento cultural do Acre, faleceu no dia 8 de janeiro, aos 73 anos, após complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral (AVC). Ela estava em Anápolis (GO), onde fazia tratamento desde o ocorrido, 26 dias antes de sua morte. A Fundação Estadual de Cultura Elias Mansour (FEM) lamentou o falecimento e destacou o legado duradouro de Silene nas artes e na cultura acreana, reconhecendo sua importância para as gerações futuras.
Natural de Tarauacá, no Acre, Silene iniciou sua trajetória no movimento cultural desde jovem, influenciada por sua família. Em 2005, fundou o grupo folclórico Jabuti Bumbá, que celebrava histórias tradicionais da Amazônia. Além disso, foi uma das fundadoras da Fundação de Teatro do Acre (Fetac) e teve suas poesias publicadas em importantes coletâneas literárias, destacando-se como escritora e poeta. Sua atuação se estendeu para outras áreas culturais, sendo presidente da FEM e da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), ambas instituições responsáveis pelas políticas culturais no estado.
Silene também se dedicou à promoção de manifestações culturais populares, como o bloco de carnaval Maria Chita, idealizado em 2007. O projeto, que começou com um número reduzido de participantes, cresceu ao longo dos anos e chegou a reunir mais de três mil pessoas. Sua paixão pela cultura e seu compromisso com a preservação das tradições locais marcaram sua trajetória até o fim de sua vida, quando continuava ativa como ativista cultural no Acre.