O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos traz preocupações para a Europa, que já enfrenta sérios desafios internos, como dificuldades políticas e econômicas, especialmente na Alemanha e na França. Durante seu primeiro mandato, Trump adotou uma postura agressiva em relação aos aliados europeus, colocando em xeque a continuidade de alianças como a Otan e impondo tarifas comerciais que prejudicaram países como a Alemanha. A possibilidade de um “Trump 2.0” desperta temores de que a Europa seja mais uma vez alvo de críticas e políticas que afetam suas economias e sua segurança.
Os líderes europeus, conscientes dessas ameaças, buscam estratégias para lidar com o novo cenário. Alguns preferem adotar uma abordagem diplomática, como o presidente francês Emmanuel Macron, que tem tentado manter boas relações com Trump. Outros, como a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, visam garantir a cooperação econômica, negociando acordos comerciais com os Estados Unidos. Além disso, o continente está mais atento à necessidade de se tornar mais autossuficiente, com Macron defendendo a autonomia estratégica para reduzir dependências, especialmente da China e da Rússia.
A Europa está mais preparada do que no passado para lidar com a imprevisibilidade de Trump, mas o panorama atual é de uma União Europeia mais fragmentada. Embora tenha superado crises como o Brexit e a pandemia, o continente ainda enfrenta desafios de unidade e coesão interna. A questão da defesa também é um ponto crítico, com Trump exigindo mais comprometimento dos aliados europeus, enquanto líderes como Macron buscam uma política de defesa mais integrada no continente. O futuro das relações transatlânticas dependerá da capacidade da Europa de equilibrar suas prioridades internas com a necessidade de manter alianças estratégicas.