A ressaca, um dos efeitos mais comuns do consumo de álcool, é causada por uma série de fatores biológicos e sociais. Ao contrário do que muitos acreditam, misturar bebidas não intensifica os efeitos do álcool; o que realmente importa é a quantidade consumida. Entre as substâncias responsáveis pelos sintomas desagradáveis, destaca-se o acetaldeído, que pode prejudicar o DNA e é produzido durante a metabolização do álcool pelo fígado. O vinho tinto, por exemplo, é frequentemente associado à dor de cabeça devido a um composto chamado quercetina, presente na casca das uvas tintas, que interfere no processamento normal do álcool em algumas pessoas.
Além dos aspectos químicos, fatores individuais também influenciam a intensidade da ressaca. A capacidade do corpo de metabolizar o álcool varia de pessoa para pessoa, e aqueles com enzimas menos eficazes no processamento do etanol tendem a sofrer sintomas mais intensos. Substâncias adicionais, chamadas congêneres, presentes em bebidas como o uísque e o vinho tinto, também podem contribuir para a ressaca. Estudos mostram que essas substâncias são mais prevalentes em bebidas escuras, mas o principal fator para a gravidade da ressaca continua sendo o volume de álcool consumido, não o tipo de bebida.
Por fim, a expectativa social e o comportamento dos amigos podem influenciar a quantidade de álcool consumido em ambientes sociais, o que pode afetar a intensidade da ressaca. Estudos indicam que conversas positivas sobre o consumo de álcool podem levar as pessoas a beber mais, enquanto discussões sobre os efeitos negativos podem incentivá-las a beber menos. A melhor forma de evitar a ressaca, portanto, é moderar o consumo de álcool e, se possível, evitar bebidas como uísque e vinho tinto. Além disso, é importante lembrar que as “curas” tradicionais para a ressaca são em grande parte ineficazes, e o descanso e a hidratação continuam sendo as melhores alternativas para aliviar os sintomas.