O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, revogou um decreto de lei marcial que havia imposto no país após uma reação negativa generalizada. A medida, que restringia direitos civis e substituía a legislação normal por leis militares, gerou protestos em massa e foi rapidamente rejeitada pela Assembleia Nacional, onde todos os 190 deputados presentes votaram contra. Yoon justificou a imposição da lei como uma forma de proteger o país de ameaças internas e externas, incluindo forças pró-Coreia do Norte, mas acabou enfrentando forte oposição, tanto no governo quanto na sociedade.
A decisão de revogar a lei marcial foi acompanhada pela renúncia de dez assessores do presidente, incluindo figuras-chave como o chefe de gabinete e o conselheiro de Segurança Nacional. A crise política foi exacerbada por acusações de que o decreto visava enfraquecer a oposição e controlar o processo legislativo, o que levou a novos pedidos de impeachment e a mobilizações nas ruas. A medida também afetou a relação entre o executivo e o legislativo, já que a oposição rejeitou a lei, chamando-a de uma ameaça à democracia e à Constituição do país.
Além da crise interna, o contexto de tensões militares com a Coreia do Norte também contribuiu para o aumento da polarização política na Coreia do Sul. Yoon, que enfrenta desafios econômicos e uma crescente oposição no Parlamento, viu sua popularidade despencar, o que tem dificultado a governabilidade. O governo ainda está lidando com questões de corrupção envolvendo a primeira-dama e com uma recente derrota em questões orçamentárias no Congresso, o que continua a alimentar um cenário político instável no país.