A segunda fase do Vestibular 2025 da Unicamp, realizada nos dias 1º e 2 de dezembro, trouxe questões que exigiram não apenas conhecimento acadêmico, mas também uma reflexão crítica sobre temas atuais, como o conflito na faixa de Gaza e a polêmica envolvendo a rede social X. Os candidatos enfrentaram uma prova considerada difícil, especialmente nas áreas de geografia, sociologia, filosofia e química, que foram mais complexas em relação ao ano anterior. Por outro lado, as disciplinas de biologia e história apresentaram questões de dificuldade moderada, e matemática e física mantiveram o mesmo nível de exigência do vestibular passado.
O exame foi marcado por um grande enfoque em temas da atualidade, exigindo que os candidatos estivessem atualizados com acontecimentos que dominaram os noticiários. Segundo especialistas, aqueles que focaram apenas no conteúdo acadêmico tradicional tiveram mais dificuldades. A prova abordou tópicos de relevância, como mudanças climáticas, sustentabilidade e saúde pública, desafiando os vestibulandos a fazer conexões entre o conteúdo aprendido em sala de aula e os acontecimentos do mundo real. Para os professores, essa abordagem reflete a proposta de formação crítica que a Unicamp busca para seus futuros alunos.
Entre as questões mais difíceis, destacaram-se as de química, que exigiram múltiplas conexões e uma interpretação detalhada de textos e gráficos. Já as questões de biologia, embora desafiadoras, foram descritas como mais equilibradas, com temas atuais que facilitaram a aproximação dos estudantes. Em áreas como história, filosofia e sociologia, a prova cobrou dos candidatos uma análise profunda de textos e contextos, enquanto em disciplinas como matemática e física, o padrão se manteve consistente com provas anteriores. A Unicamp, portanto, seguiu a tendência de um exame exigente, alinhado à sua proposta de formar estudantes preparados para pensar criticamente sobre o mundo ao seu redor.