No início da madrugada de 2 de dezembro de 2024, uma linha de instabilidade atmosférica no litoral sul de Santa Catarina gerou um raro fenômeno meteorológico, o tsunami meteorológico. Esse fenômeno ocorre quando tempestades intensas formam ondas anômalas no mar, com características semelhantes a um tsunami tradicional, mas causadas por fatores meteorológicos. Durante o evento, que afetou principalmente a região de Jaguaruna, as nuvens de tempestade criaram ventos fortes e uma queda brusca na pressão atmosférica, resultando em ondas que invadiram a praia e causaram danos.
O tsunami meteorológico registrado teve início à 00h33min e foi composto por várias ondas menores, com períodos de 8 a 9 minutos. A maior onda atingiu seu pico por volta das 1h02min, com uma altura de 1,88 metros na subida e 2,04 metros na descida. A intensidade do fenômeno surpreendeu os moradores locais, que viram ondas invadirem a orla, arrastando objetos e inundando propriedades. Diferente de um tsunami convencional, essas ondas possuem um período mais longo, de minutos a horas, e se assemelham mais a uma grande inundação costeira do que a ondas comuns do mar.
Embora o tsunami meteorológico seja um evento raro, Santa Catarina já registrou outros casos semelhantes, especialmente durante a primavera, quando as tempestades são mais frequentes. As ocorrências são monitoradas por meio de uma rede de estações maregráficas, que permitem acompanhar e mensurar esses fenômenos. O evento de 2 de dezembro foi documentado por uma estação em Balneário Rincão, cujos dados mostram como a interação entre as condições meteorológicas e as características do litoral contribuem para a formação do meteotsunami.