Durante sua campanha e primeiro mandato, Donald Trump sempre se posicionou contra o envolvimento dos Estados Unidos em conflitos estrangeiros, adotando uma linha mais isolacionista. Em declarações feitas em sua plataforma Truth Social, o presidente eleito reforçou que os EUA não deveriam se envolver na guerra civil da Síria, um país com o qual os EUA não têm laços de amizade. Ele afirmou que a situação em Damasco não era uma questão que o país deveria intervir e sugeriu que os EUA deveriam deixar o conflito seguir seu curso sem tentar intervir.
Trump também criticou o papel do ex-presidente Barack Obama na crise síria, especialmente em relação à não ação após o ataque químico de 2013, que resultou em centenas de mortes. Segundo Trump, ao não cumprir sua promessa de responder à linha vermelha contra o uso de armas químicas, Obama permitiu que a Rússia se aproximasse mais da Síria, o que teria contribuído para o agravamento do conflito. Além disso, Trump sugeriu que a Rússia, que protegeu o regime de Bashar al-Assad, agora estaria em uma posição difícil, e que o afastamento de Assad poderia, de certa forma, beneficiar o Kremlin.
Em paralelo, Trump reafirmou sua intenção de encerrar os conflitos em que os EUA estão envolvidos, como o Afeganistão, e mencionou que poderia resolver rapidamente outras disputas, como as da Ucrânia e Gaza. Essa postura se alinha com sua política de retirar os EUA de intervenções externas prolongadas, o que também se refletiu na negociação de um acordo com o Talibã para a retirada das tropas americanas do Afeganistão durante seu governo.