O Tribunal Constitucional da Romênia decidiu anular o primeiro turno das eleições presidenciais realizadas em 24 de novembro, nas quais o candidato da direita foi declarado vencedor. A decisão foi tomada após a identificação de ataques cibernéticos e alegações de interferência externa no processo eleitoral. O Ministério Público está investigando diversas irregularidades, como crimes cibernéticos, compras de votos e lavagem de dinheiro. Com a anulação, um novo pleito será necessário, e o candidato da direita enfrentará a líder da oposição em uma nova disputa.
A medida gerou controvérsia, especialmente pela crítica da líder oposicionista, que a considerou ilegal e destruidora da democracia. Ela defendeu que a vontade do eleitorado deveria ser respeitada, com a continuidade da votação. A recontagem dos votos já havia sido determinada pela justiça antes da decisão final, o que aumentou o clima de incerteza sobre o futuro político da Romênia. A vitória do candidato da direita foi uma surpresa, já que ele estava em posições inferiores nas pesquisas antes da votação.
Apesar da anulação das eleições presidenciais, os resultados das eleições parlamentares não foram questionados. Os partidos de direita apresentaram bons resultados, mas os Social-Democratas, atualmente no governo, continuam como a maior força política do país e buscam formar uma coalizão favorável à União Europeia. A decisão do tribunal foi isolada para as eleições presidenciais, indicando uma possível separação entre os processos eleitorais e o foco na integridade das votações parlamentares.