O Tribunal Constitucional da Romênia anulou o primeiro turno das eleições presidenciais de 2024, que teve uma disputa apertada entre os candidatos, com um leve triunfo para o líder de extrema-direita. A decisão foi fundamentada no Artigo 146 da Constituição do país, que visa garantir a legalidade e a correção do processo eleitoral. Com a anulação, o segundo turno, marcado para o próximo domingo (8), não ocorrerá mais, frustrando as expectativas de uma disputa entre o candidato e a concorrente centrista.
Essa anulação encerra um ciclo eleitoral repleto de controvérsias, com o tribunal ordenando recentemente uma recontagem dos votos. O processo também esteve marcado por alegações de interferência externa, principalmente de ataques cibernéticos, que geraram preocupações sobre a integridade da votação. Documentos vazados de órgãos de segurança indicaram possíveis tentativas de manipulação russa, com a divulgação de informações sobre campanhas no TikTok, utilizando algoritmos e contas coordenadas.
Em um contexto eleitoral tenso, o candidato que obteve a vitória no primeiro turno, apesar de um início com baixa popularidade, teve um crescimento inesperado, alcançando 22,9% dos votos. Sua ascensão foi impulsionada por uma presença destacada nas redes sociais, mas a investigação sobre a interferência externa e as ações no campo digital levantaram sérias questões sobre a transparência e a legitimidade do pleito.