Os trabalhadores da Avibras, empresa bélica localizada em Jacareí (SP), enfrentam uma crise financeira que já dura mais de dois anos. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, os funcionários estão há 20 meses sem receber salários, o que levou a manifestações em frente ao BNDES, no Rio de Janeiro, na tentativa de pressionar o governo e a instituição financeira, que estão envolvidos no processo de recuperação judicial da empresa. A Avibras negocia sua venda com um investidor brasileiro, mas a transação ainda depende do cumprimento de condicionantes contratuais.
No final de outubro, a Avibras anunciou um acordo preliminar com um investidor brasileiro, o que foi visto como um avanço no processo de recuperação financeira. A venda ainda está em andamento e precisa atender a diversas condições antes de ser concluída. Os representantes da empresa afirmam que o acordo é crucial para a reestruturação da companhia, com o objetivo de retomar suas operações e garantir a continuidade dos empregos. Contudo, os trabalhadores só votarão na proposta dos investidores após a conclusão da negociação de venda, a fim de evitar expectativas frustradas.
A crise da Avibras é marcada por uma série de eventos, incluindo um pedido de recuperação judicial em 2022 devido a uma dívida de R$ 600 milhões. A empresa, que já foi a maior indústria bélica do Brasil, também enfrentou tentativas frustradas de venda para investidores estrangeiros, como a australiana Defendtex e uma proposta chinesa. Hoje, a Avibras conta com aproximadamente 900 funcionários, muitos dos quais estão em greve desde setembro de 2022. O sindicato e a direção da empresa continuam as negociações para tentar assegurar a continuidade das operações e resolver a situação financeira da companhia.