Por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o recurso que visava afastar o ministro da Corte responsável pela relatoria do inquérito sobre os eventos de 8 de janeiro. A defesa argumentou que o ministro estaria em uma posição de vítima nos casos investigados, o que, segundo a alegação, o impediria de atuar no processo. No entanto, o STF seguiu o entendimento do ministro relator, que considerou que as acusações não configuram uma vítima individual, mas atingem toda a coletividade.
O julgamento reafirmou a posição de que a alegação de interesse pessoal não é suficiente para afastar o ministro da condução do caso. Para a Corte, a natureza dos crimes investigados, como a tentativa de golpe de Estado, não torna um único membro do tribunal uma vítima direta e individualizada, e sim a sociedade como um todo. A decisão, então, manteve a continuidade do processo sob a relatoria do ministro em questão.
O único voto contrário veio do ministro que defendeu que, devido à gravidade das alegações e suas implicações diretas, o relator deveria ser afastado do caso. Recentemente, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente e outras figuras em investigação sobre os eventos de 8 de janeiro, incluindo alegações de envolvimento em planos para prejudicar autoridades do governo.