O senador Marcio Bittar (União-AC) se posicionou contra o Projeto de Lei 2.234/2022, que propõe a legalização de cassinos, bingos, o jogo do bicho e apostas em corridas de cavalos no Brasil. Em pronunciamento no Plenário, ele expressou preocupação sobre os riscos associados à legalização desses jogos, destacando que a proposta permitiria a instalação de cassinos em polos turísticos ou complexos de lazer. A proposta, segundo Bittar, poderia ampliar a infiltração do crime organizado no setor.
Bittar argumentou que o Brasil já enfrenta sérias dificuldades em controlar suas fronteiras e combater o crime organizado em áreas da economia formal. Nesse contexto, ele alertou que a regulamentação dos jogos de azar poderia ser facilmente manipulada por facções criminosas, uma vez que o Estado não teria condições de controlar de forma eficaz o novo mercado. O senador questionou a capacidade do governo em garantir que os cassinos, caso legalizados, não caíssem nas mãos dessas facções.
Em seu pronunciamento, o senador foi enfático ao afirmar que o projeto de lei não deveria ser aprovado, reiterando que, em sua visão, qualquer tentativa de regulação do mercado de jogos estaria fadada ao fracasso, dada a atual fragilidade do Estado no combate à criminalidade organizada. Como resultado, Bittar declarou seu voto contrário à proposta, defendendo que o país deve priorizar o fortalecimento das instituições antes de permitir a expansão dos jogos de azar.