O Repórter desta sexta-feira (6) explorou como as tradições culinárias de diferentes regiões do Brasil têm se transformado em fontes de renda para muitas famílias e comunidades. Em Belém, no Pará, o tacacá, prato típico preparado com tucupi, jambu e camarões, é uma das iguarias de rua mais populares, com receitas transmitidas de geração em geração. Já na Bahia, a tapioca, conhecida localmente como beiju, se espalhou por todo o país, sendo preparada de diversas formas e se tornando uma alternativa alimentar valorizada por suas qualidades nutricionais.
Em Goiás, as frutas do Cerrado, uma das regiões mais biodiversas do mundo, são transformadas em uma variedade de produtos, como sucos, doces e licores, oferecendo aos produtores locais novas oportunidades de negócio. Em Minas Gerais, o grupo “Mestres de Igarapé” preserva a culinária mineira com receitas tradicionais como o frango com quiabo e o angu, que são comercializados em diversas feiras e eventos locais, mantendo vivas as tradições gastronômicas da região.
No Ceará, o projeto “Quintais Gastronômicos” tem impulsionado o turismo local ao transformar quintais de casas em pequenos restaurantes especializados em frutos do mar. Na Ilha de Florianópolis, Dona Zenaide, uma pioneira pescadora, mantém um restaurante à beira-mar onde serve o prato tradicional “Feijão com Tainha”, atraindo turistas e moradores locais. Essas iniciativas mostram como a culinária brasileira não só mantém vivas as tradições, mas também se adapta às novas demandas do mercado, gerando empregos e fomentando a economia local.