O Banco Central divulgou os resultados de sua Pesquisa de Estabilidade Financeira (PEF), mostrando que o risco fiscal é a principal preocupação das instituições financeiras para os próximos três anos. Citado por 42% das entidades ouvidas, o descontrole das contas públicas segue como o maior risco à estabilidade financeira, com destaque para o aumento da dívida pública e seus impactos na política monetária. Embora esse risco tenha permanecido em destaque em relação à pesquisa anterior, houve uma leve variação, com a porcentagem de instituições mencionando o problema subindo de 41% para 42%.
Os riscos internacionais ocupam a segunda posição entre as preocupações, citados por 27% das instituições, um aumento em relação aos 23% registrados na pesquisa anterior. Entre as questões internacionais destacadas estão as tensões políticas nos Estados Unidos, o impacto da desaceleração da economia chinesa e os conflitos geopolíticos. Esse cenário preocupa as instituições financeiras devido aos seus efeitos sobre os mercados globais e a atividade econômica.
Em terceiro lugar, aparece o risco de inadimplência e a atividade econômica interna, com 12% das instituições destacando a importância dessa questão. Embora os impactos no sistema financeiro sejam considerados limitados, as instituições mencionaram o aumento da probabilidade de inadimplência, especialmente em razão da alavancagem das famílias e empresas, e dos efeitos do aumento das taxas de juros. Em contrapartida, a pesquisa também revelou uma visão mais otimista em relação ao ciclo econômico, com uma crescente percepção de expansão econômica. O índice de confiança na estabilidade do Sistema Financeiro Nacional também aumentou, embora de forma modesta.