Adriana Alcântara, diretora-geral da Audible no Brasil, compartilhou suas experiências sobre como conquistou respeito e reconhecimento em sua carreira, especialmente em um ambiente corporativo predominantemente masculino. Em sua trajetória, revelou que inicialmente usava sua experiência acadêmica como uma forma de validação, principalmente quando ainda parecia mais jovem do que sua idade real. Ela reconheceu que, com o tempo, passou a utilizar sua verdadeira idade como uma maneira de reforçar sua credibilidade profissional.
No início de sua carreira, Adriana acreditava que ser assertiva verbalmente a faria ser vista como mais madura e respeitada, o que a levou a adotar comportamentos típicos de seus gestores, que eram, em sua maioria, homens. Ela tentava se preparar intensamente e agir com discrição, buscando emular o modelo masculino de liderança. Essa reflexão levanta questões sobre os estereótipos de gênero presentes no mercado de trabalho e os desafios enfrentados por mulheres em busca de afirmação profissional em um contexto que, muitas vezes, exige delas comportamentos considerados “masculinos” para alcançar a visibilidade.
A experiência de Adriana, aliada à reflexão de outras profissionais sobre os desafios de assertividade e equilíbrio emocional no ambiente corporativo, evidencia como as mulheres ainda precisam adaptar suas estratégias de atuação para superar barreiras invisíveis, como a falta de reconhecimento e a pressão por um comportamento que se alinha com normas de gênero muitas vezes distantes de sua identidade. Esses relatos destacam a importância de um ambiente mais inclusivo e da valorização das diversas formas de liderança, sem imposições de comportamentos preestabelecidos.