Em 2023, a renda média dos trabalhadores brasileiros foi de R$ 2.890, representando um crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior, o maior desde 2020. Esse aumento reflete uma recuperação gradual da economia, embora ainda persistam desafios em termos de desigualdade. O setor de informação, finanças e outras atividades profissionais se destacou com a maior média salarial, de R$ 4.227. Por outro lado, os serviços domésticos apresentaram a menor remuneração, com um valor médio de apenas R$ 1.143, evidenciando a disparidade salarial entre diferentes setores.
A desigualdade de renda é ainda um problema significativo. Trabalhadores brancos recebem, em média, 69,9% mais que aqueles que se identificam como pretos ou pardos, e a diferença salarial entre homens e mulheres alcança 26,4%, sendo mais acentuada entre os que possuem ensino superior. Além disso, a taxa de informalidade no mercado de trabalho se manteve estável em 40,7%, com uma presença maior de trabalhadores informais entre os negros (45,8%) em comparação aos brancos (34,3%). Esses dados indicam a necessidade urgente de políticas públicas que incentivem a inclusão e a formalização do trabalho.
Outro dado relevante da pesquisa é a taxa de jovens “nem-nem”, que em 2023 foi de 21,2%, a menor desde 2012. No entanto, 65% desse grupo são mulheres, o que levanta preocupações sobre as barreiras enfrentadas por essa população no acesso a oportunidades no mercado de trabalho e na educação. Apesar dos avanços, esses indicadores demonstram que a desigualdade de gênero e racial continua a ser um obstáculo para o desenvolvimento social e econômico do Brasil.