A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) celebra seus 25 anos com a implementação de uma ampla reformulação do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). A reestruturação do Sisbin se tornou uma prioridade após os ataques extremistas às sedes dos Três Poderes em 2023, e visa modernizar o sistema para enfrentar desafios como a criminalidade organizada, o extremismo violento e a desinformação. A reformulação inclui o fortalecimento da Abin, o reposicionamento do Consisbin como órgão consultivo e a ampliação da participação de outras instituições, como estados e entidades do setor privado. O governo também está revisando a Política Nacional de Inteligência para garantir uma atuação mais eficiente e integrada.
A reformulação do Sisbin, que inclui mudanças estratégicas e operacionais, tem como objetivo tornar o sistema mais ágil, transparente e capaz de responder às novas demandas do cenário nacional e internacional. A Abin, sob a direção de Luiz Fernando Corrêa, busca aprimorar sua integração com outros órgãos do governo e da sociedade, além de priorizar temas como segurança cibernética, mudanças climáticas e proteção da democracia. Essas mudanças são vistas como uma resposta aos desafios contemporâneos e à necessidade de uma maior capilaridade no enfrentamento de ameaças transnacionais.
O processo de reformulação também reflete um esforço para distanciar a Abin das práticas autoritárias do passado, associadas ao Serviço Nacional de Informações (SNI), e garantir que a atuação da agência seja alinhada aos princípios democráticos. Especialistas afirmam que, embora a Abin tenha avançado institucionalmente, ainda há desafios em termos de cultura interna e adequação à nova realidade política. O governo federal, com o apoio de especialistas, busca não só fortalecer as capacidades de inteligência, mas também garantir que essas capacidades sejam utilizadas exclusivamente em prol do Estado Democrático de Direito e da segurança nacional.