Forças rebeldes lideradas pelo grupo islamista Hayat Tahrir al-Sham (HTS) tomaram no sábado, 7 de dezembro, o controle de Homs, a terceira maior cidade da Síria, que é estratégica para o governo do presidente Bashar al-Assad. Localizada a 150 km de Damasco, Homs conecta a capital síria à costa mediterrânea, onde estão situadas bases militares russas e áreas próximas ao regime. A ofensiva rebelde, que teve início em 27 de novembro, também resultou na captura de cidades como Aleppo, Hama e Quneitra, além de avanços nos arredores de Damasco.
A situação no país tem gerado grande instabilidade, com a fuga de centenas de soldados para o Iraque e relatos de evacuação de militares sírios. Mesmo com declarações do governo de que o controle sobre a situação está sendo mantido, a população de Damasco enfrentou momentos de pânico, com correria por alimentos e saques bancários. Subúrbios da capital também testemunharam protestos contra o regime, demonstrando um crescente descontentamento com o governo de Assad. A perda de Homs enfraquece ainda mais a capacidade do regime de controlar as rotas de comunicação e reforça a fragilidade do seu poder.
O conflito na Síria já causou mais de 500 mil mortes e milhões de deslocados, e continua a envolver potências internacionais. A Rússia, o Irã e o Hezbollah apoiam o regime de Assad, mas enfrentam dificuldades com a guerra na Ucrânia e tensões com Israel. Recentemente, representantes dessas nações se reuniram para buscar um diálogo entre o governo sírio e a oposição, mas excluíram grupos considerados extremistas, como o HTS. A ONU pediu que todas as partes envolvidas respeitem o direito humanitário e protejam a população civil.