As forças armadas da oposição síria, lideradas pelo grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS), prometeram proteger os escritórios da Organização das Nações Unidas (ONU) e outras organizações internacionais presentes no país. Em um comunicado divulgado no sábado (7), a coalizão rebelde afirmou que essas instituições são “a serviço do povo” e devem ser preservadas, destacando a responsabilidade de garantir a segurança e prevenir danos a seus trabalhos, especialmente nas regiões de Aleppo, Hama, Homs e no sul da Síria.
A guerra civil síria, que começou em 2011 durante a Primavera Árabe, resultou em uma prolongada e violenta disputa pelo controle do país. O regime de Bashar al-Assad enfrentou uma série de grupos rebeldes, incluindo o Exército Sírio Livre, enquanto o Estado Islâmico se expandiu e dominou vastas áreas do território. Com a intervenção de potências globais como os Estados Unidos e a Rússia, o conflito se tornou uma guerra por procuração, com impactos devastadores sobre a população civil.
Embora um acordo de cessar-fogo tenha sido alcançado em 2020, o país ainda enfrenta uma grave crise humanitária e instabilidade política. Desde o início do conflito, mais de 300 mil civis morreram e milhões de sírios foram deslocados internamente ou buscaram refúgio em outros países. A situação continua sendo um dos maiores desafios para a comunidade internacional, com múltiplos atores envolvidos na tentativa de encontrar uma solução duradoura para o conflito.