A Catedral de Notre-Dame de Paris, completamente restaurada após o incêndio de 2019, reabriu suas portas neste sábado (7), recebendo quase 40 líderes mundiais. Entre os convidados estavam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. A cerimônia, que marca a recuperação da catedral, também contou com a presença de personalidades como o príncipe William, o príncipe Albert de Mônaco e a primeira-dama dos EUA, Jill Biden. O evento foi presidido pelo presidente francês Emmanuel Macron, que fez da reconstrução da catedral uma de suas bandeiras políticas. A celebração teve que ser ajustada devido às condições meteorológicas, mas o evento seguiu com uma cerimônia interna com destaque para um espetáculo musical que foi gravado na véspera.
A restauração da catedral, que custou cerca de 770 milhões de dólares, foi financiada em grande parte por doações internacionais, especialmente dos Estados Unidos. As obras de recuperação restauraram o telhado, a nave e os móveis, com a adição de modernos elementos como a iluminação LED. O órgão histórico, que tem mais de 300 anos, foi cuidadosamente restaurado, assim como as capelas da catedral, que exibem uma nova paleta de cores. A inauguração marca um marco importante não só para Paris, mas para o mundo, pois a catedral é um símbolo de resiliência e da capacidade humana de se reerguer após grandes tragédias.
A cerimônia de reabertura contou com diversas inovações litúrgicas, como o relicário onde fica guardada a Coroa de Espinhos e o moderno batistério. O evento seguiu com a execução de peças musicais, incluindo obras do maestro Gustavo Dudamel, e o “despertar” do órgão. Além disso, o arcebispo de Paris, monsenhor Laurent Ulrich, liderou os rituais litúrgicos que envolveram a presença de autoridades civis e religiosas. No domingo, duas missas foram programadas, uma para consagrar o altar e outra para o público. A reabertura de Notre-Dame simboliza não apenas a conclusão de um longo processo de reconstrução, mas também o renascimento de um patrimônio histórico que foi devastado, mas que agora surge renovado.