O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, se encontra em uma crise política após decretar uma Lei Marcial que durou apenas algumas horas, o que gerou uma grande instabilidade no país. A analista Fernanda Magnotta explicou que a decisão de Yoon visava mobilizar a população sul-coreana contra o suposto inimigo comum, a Coreia do Norte. Contudo, a medida não obteve apoio nem da classe política nem das forças armadas, o que resultou em uma reação negativa generalizada.
O episódio trouxe à tona as fragilidades das democracias, mesmo em países economicamente estáveis como a Coreia do Sul. A analista destacou que o país ainda está em processo de consolidação institucional desde sua democratização, o que torna suas instituições vulneráveis a crises de governança. Yoon, que assumiu a presidência em 2022 com uma margem de votos reduzida, já enfrentava dificuldades políticas e escândalos envolvendo sua família, o que intensificou a pressão sobre seu governo.
A crise política aumentou as especulações sobre um possível impeachment do presidente, com parte da população e da oposição pedindo sua renúncia. O caso serve como um alerta sobre os riscos que a manipulação política pode representar para as democracias, especialmente quando líderes tentam fortalecer seu poder à custa da estabilidade institucional e das liberdades civis. A situação evidencia a importância de manter a vigilância sobre os processos democráticos em países considerados consolidados.