A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, expressou dúvidas sobre a viabilidade da aprovação do pacote fiscal no Congresso Nacional ainda em 2024, devido ao curto calendário legislativo. Ela reconheceu a boa vontade do presidente da Câmara, Arthur Lira, mas destacou que a urgência demonstrada por ele não garante que a aprovação aconteça dentro deste ano. A Câmara dos Deputados entra em recesso no dia 23 de dezembro, o que pode dificultar a tramitação dos projetos antes dessa data.
Na última semana, a Câmara aprovou os requerimentos de urgência para os projetos que compõem o pacote de corte de gastos, mas ainda não há definição sobre os relatores dos textos. A escolha dos relatores, que pode envolver membros de partidos do Centrão, está nas mãos de Lira. A falta de uma definição oficial sobre esses nomes ainda é um ponto de incerteza para o andamento das discussões e votações dos projetos.
O PT, por sua vez, iniciará os debates sobre o pacote com suas bancadas no Congresso, com ênfase na preocupação com os impactos nas políticas de assistência social, especialmente em relação ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Gleisi Hoffmann ressaltou que, embora o partido compreenda a necessidade de combater fraudes e desvios, é importante que as mudanças não resultem em retiradas de direitos para as pessoas em situação de vulnerabilidade.