O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, está no centro de uma crise política após ter decretado a lei marcial, medida que restringe direitos civis e fecha a Assembleia Nacional. A decisão foi amplamente criticada e imediatamente revertida pela Assembleia, que, em uma sessão de urgência, anulou a ordem e restaurou os direitos civis da população. A imposição da lei marcial ocorreu em um momento de crescente tensão política, com o presidente enfrentando investigações legais e um processo de impeachment que será votado em breve.
Além da derrubada da lei marcial, surgiram preocupações sobre possíveis novas tentativas de Yoon em adotar medidas extremas para manter seu poder. A oposição, especialmente o Partido Democrático, tem se mostrado alerta, e o líder do Partido do Poder Popular, ligado ao presidente, sugeriu a suspensão imediata de Yoon do cargo para preservar a estabilidade do país. Informações indicam que o presidente teria ordenado ações contra figuras políticas consideradas anti-estatais, o que gerou ainda mais apreensão quanto ao futuro político da nação.
O comandante das forças especiais da Coreia do Sul, Kwak Jong-geun, também expressou oposição às ordens de lei marcial, afirmando que se recusaria a implementá-las. Com o processo de impeachment em andamento e a pressão política aumentando, o país aguarda a votação decisiva, que pode definir os próximos passos da liderança sul-coreana e a continuidade do governo de Yoon Suk Yeol.