O prazo para que nove sites suspendam as vendas de 48 marcas de whey protein com suspeita de adulteração termina nesta sexta-feira (6/12). A determinação foi emitida pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, após a denúncia da Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri). A associação apontou que essas marcas não estariam apresentando a quantidade de proteína indicada nos rótulos, configurando uma prática conhecida como “amino spiking”.
O “amino spiking” ocorre quando a fórmula do whey protein é manipulada com a adição de aminoácidos de baixo custo, o que aumenta o valor nitrogenado total do produto. Esses aminoácidos, que podem ser extraídos de outras proteínas e matérias-primas, são incluídos no suplemento para alterar a composição nutricional, mas sem que haja um aumento real na quantidade de proteína de qualidade presente no produto, segundo a Abenutri.
Por outro lado, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri) refutou as acusações, alegando que o estudo da Abenutri é de 2022 e não se aplica aos produtos atualmente no mercado. Além disso, a entidade questiona a validade técnica do relatório, afirmando que ele não segue os padrões regulatórios da Anvisa e outros órgãos de vigilância sanitária. A suspensão afeta diversas marcas populares de suplementos nutricionais, que estão sendo retiradas de sites de vendas conforme a determinação.