A política econômica, inicialmente concebida para mitigar a volatilidade do PIB e proporcionar estabilidade, tem sido frequentemente influenciada pelos ciclos eleitorais. Esse fenômeno se intensificou com a pandemia, que trouxe os instrumentos econômicos novamente para as mãos dos governos, forçando uma adaptação dos modelos técnicos às necessidades políticas. A aplicação de políticas econômicas passou a ser moldada não apenas por critérios técnicos, mas também pelo objetivo de aumentar a popularidade dos governantes e garantir sua reeleição. Isso tem sido observável em diversas nações, incluindo o Brasil, onde o cenário político influencia diretamente as decisões fiscais e econômicas.
No Brasil, o ministro da Fazenda enfrenta um cenário desafiador, com a necessidade de implementar um ajuste fiscal enquanto lida com as pressões políticas e as variáveis macroeconômicas, como a inflação controlada e o desemprego em níveis baixos. No entanto, a popularidade do governo tem afetado a capacidade de manter o foco nas reformas de longo prazo. A instabilidade fiscal, com o risco de uma possível degradação das condições econômicas, aumenta a preocupação sobre o futuro do país, especialmente diante de fatores externos como a variação no preço do petróleo e a política monetária dos Estados Unidos.
Apesar do cenário adverso, o mercado observa uma possível oportunidade de investimento no Brasil, com ativos a preços historicamente baixos, especialmente na Bolsa de Valores. A volatilidade e a incerteza econômica podem criar um momento propício para investimentos estratégicos, caso o real enfrente uma depreciação mais acentuada, levando a uma possível revalorização de ativos no futuro. A conclusão sugere que, embora os desafios sejam significativos, momentos de crise podem ser a melhor oportunidade para quem está preparado para investir.