Um policial militar aposentado, de 72 anos, foi preso em flagrante em Tremembé (SP) após ser acusado de cometer injúria racial durante uma audiência judicial sobre o abuso sexual de uma criança de quatro anos. O incidente ocorreu enquanto o homem, réu por estupro de vulnerável, estava sendo ouvido no processo. Durante o depoimento da avó da vítima, o policial teria ofendido a mulher, chamando-a de “preta macaca”. Como resultado, a promotoria pediu a prisão imediata do acusado.
Após ser detido, o policial foi encaminhado à delegacia e, no dia seguinte, passou por audiência de custódia. O juiz concedeu liberdade provisória, impondo uma série de medidas cautelares, como a proibição de sair da comarca sem autorização judicial, a obrigação de comparecer a todos os atos processuais e a proibição de contato com a vítima. A pena para injúria racial no Brasil varia de dois a cinco anos de prisão, e o caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.
O processo judicial referente ao abuso da criança segue em andamento, e o Ministério Público informou que, após o incidente durante o interrogatório, não haverá nova audiência de instrução. O caso será agora encaminhado para julgamento. A vítima das ofensas, por sua vez, foi contatada pela reportagem, mas optou por não se manifestar sobre o ocorrido.