No dia 3 de novembro, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um policial militar, fora de serviço, disparou contra um jovem no estacionamento de um mercado na Zona Sul de São Paulo. O jovem, que havia sido flagrado furtando pacotes de sabão, foi atingido pelas costas enquanto tentava fugir. O Ministério Público de São Paulo solicitou a prisão preventiva do policial, alegando que ele agiu com brutalidade, efetuando vários disparos contra uma vítima desarmada e indefesa. O caso gerou revolta e chamou atenção para a conduta do PM, que já era investigado por outras mortes.
Após o ocorrido, o PM alegou em depoimento que o jovem estava armado, mas as imagens das câmeras não confirmam essa versão. A Promotoria classifica o episódio como homicídio qualificado e considera que a liberdade do acusado representa risco à ordem pública. Além disso, a investigação revelou que o policial havia sido reprovado em um exame psicológico ao tentar ingressar na Polícia Militar em 2021, sendo posteriormente aprovado em outro concurso em 2022, o que levantou questionamentos sobre os critérios de seleção.
O caso também reacende a discussão sobre o aumento da violência policial em São Paulo. Dados recentes mostram um aumento significativo nas mortes causadas pela PM, com críticas sobre a ação de agentes em situações de baixo risco. As autoridades estaduais, por sua vez, defendem a legalidade dos concursos e processos seletivos, apesar de questionamentos sobre a preparação emocional e psicológica dos novos policiais.