Na última quarta-feira (18), a polícia americana lançou gás lacrimogêneo contra um grupo de migrantes na cidade mexicana de Ciudad Juárez, que haviam sido enganados por rumores de que a fronteira entre os Estados Unidos e o México estaria aberta em comemoração ao Dia Internacional dos Migrantes. Quando o grupo se aproximou do arame farpado na fronteira, os agentes americanos utilizaram gás lacrimogêneo, enquanto um helicóptero sobrevoava a área para dispersar os migrantes, criando uma nuvem de poeira.
O episódio ocorreu em meio à crescente preocupação com a migração para os Estados Unidos, especialmente com a expectativa do retorno do ex-presidente Donald Trump ao cargo. Muitos migrantes, como famílias que partiram da cidade de Tapachula, no sul do México, buscam atravessar a fronteira antes que novas políticas mais restritivas sejam implementadas. Rumores e incertezas sobre a postura do novo governo americano têm intensificado a pressão e o medo entre os migrantes que tentam garantir uma vida melhor nos EUA.
Ativistas destacam que, apesar das dificuldades e das ações coercitivas nas fronteiras, os fluxos migratórios não devem diminuir. A migração continua sendo um tema complexo e sem acordos definitivos entre os governos dos Estados Unidos e do México. No cenário atual, as dificuldades enfrentadas por migrantes ao longo de sua jornada são agravadas pela falta de soluções eficazes e pela postura mais rígida adotada pelo governo dos EUA nos últimos anos.