O Pix se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil, de acordo com a pesquisa “O brasileiro e sua relação com o dinheiro”, publicada pelo Banco Central. A porcentagem de brasileiros que afirmam utilizar o Pix com maior frequência subiu de 16,7% em 2021 para 46,1% em 2024, superando o uso do dinheiro, que caiu de 41,7% para 22%. O cartão de débito também perdeu espaço, com a preferência diminuindo de 26,4% para 17,4%, enquanto o uso do cartão de crédito apresentou leve aumento, passando de 9,9% para 11,5%.
O estudo, realizado com 2 mil pessoas entre maio e julho deste ano, também revela mudanças no recebimento de salários. O pagamento via conta bancária cresceu significativamente, subindo de 53% para 72%, enquanto o pagamento em espécie caiu de 26,4% para 15,5%. Além disso, o número de pessoas sem renda formal também diminuiu, de 18,1% para 12,3%. A pesquisa destaca que o Pix é visto como mais vantajoso em diversas categorias, incluindo segurança, custos, facilidade de uso e aceitação pelos estabelecimentos. A exceção ficou por conta do parcelamento de despesas, no qual o cartão de crédito ainda é preferido por 36,7% dos entrevistados.
No comércio, o Pix se tornou o segundo meio de pagamento mais aceito, sendo aceito por 98,7% dos estabelecimentos, um aumento considerável em relação aos 89,2% registrados em 2021. O dinheiro continua sendo o método mais aceito, com 99,1%, embora tenha registrado uma queda no uso, que passou de 51,9% em 2018 para apenas 7,2% em 2024. O cartão de débito é aceito em 98% dos estabelecimentos, enquanto o cartão de crédito é aceito em 97,4%. Com isso, o Pix também se destaca em termos de pagamentos realizados, ocupando o segundo lugar (25,7%), atrás apenas do cartão de crédito (41,9%).