O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, concedeu um perdão presidencial a seu filho, Hunter Biden, após ele ser condenado por crimes federais, incluindo a compra ilegal de uma arma e sonegação de impostos. A decisão, que impede a prisão de Hunter, gerou críticas, especialmente de opositores que acusam Biden de utilizar seu cargo para beneficiar familiares próximos. O perdão presidencial é um poder constitucional nos Estados Unidos, permitindo ao presidente anular sentenças e condenações federais, mas a decisão de Biden reacendeu discussões sobre a ética desse uso.
Historicamente, presidentes dos Estados Unidos têm enfrentado críticas quando concedem perdões a aliados ou familiares. Em 1974, o perdão de Gerald Ford a Richard Nixon, após o escândalo Watergate, foi considerado uma medida política que prejudicou a popularidade de Ford. Da mesma forma, o perdão de Bill Clinton a empresários envolvidos em fraudes fiscais e negociações ilegais em 2001 também causou controvérsia, principalmente devido a doações feitas ao Partido Democrata.
Embora o perdão presidencial seja uma prerrogativa legalmente prevista pela Constituição dos EUA, ele não pode ser aplicado a crimes estaduais ou a pessoas que estejam enfrentando impeachment. O processo é administrado por um Gabinete do Perdão, que faz recomendações ao presidente, mas a decisão final é sempre do chefe do Executivo. Nos últimos anos, outros presidentes também se envolveram em polêmicas semelhantes, como o perdão concedido por Donald Trump a membros de sua família política.