Os parques tecnológicos desempenham um papel fundamental na inovação da economia brasileira, conectando universidades, empresas e governos para transformar ideias em produtos e serviços de mercado. Comemora-se este mês os 40 anos de existência dos parques de São Carlos (SP) e Campina Grande (PB), os mais antigos em operação no país. Atualmente, há 64 parques em funcionamento, além de 29 em implantação e oito em planejamento. De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), essas iniciativas são essenciais para o desenvolvimento nas áreas de ciência, tecnologia, bioeconomia e sustentabilidade.
Apesar dos avanços, ainda há desafios para expandir a presença dos parques tecnológicos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o número de unidades é limitado. O país conta com cerca de 100 parques, mas a maioria está concentrada no Sul e Sudeste, especialmente nas áreas metropolitanas. A interiorização dessas iniciativas é vista como uma prioridade para impulsionar o desenvolvimento e criar mais polos em estados menos atendidos, como os da Região Norte, onde há apenas um parque em operação.
A importância dos parques tecnológicos se reflete também nos impactos econômicos gerados pelas empresas que neles operam. Cerca de 3 mil empresas, com faturamento de R$ 15 bilhões e mais de 75 mil empregos gerados, demonstram o sucesso dessas iniciativas. Com a maturação dos parques, espera-se um crescimento ainda maior. A criação desses espaços no Brasil remonta aos anos 1980, com o pioneirismo de São Carlos e Campina Grande, mas a tendência é que a inovação se espalhe por outras regiões, ajudando a consolidar o país como referência em ciência e tecnologia.