O pai de uma criança de 3 anos que morreu afogada em um açude na zona rural de Ipueiras, Ceará, foi solto após ser preso em flagrante no dia 1º de dezembro. A criança desapareceu enquanto acompanhava o pai, que estava embriagado, em um banho no açude localizado na localidade de Vagalume. Testemunhas afirmaram que era comum o homem levar a filha para o reservatório enquanto estava alcoolizado, o que já teria ocorrido em outras ocasiões. Após a tragédia, o corpo da menina foi encontrado boiando na água, e o pai foi localizado em casa, ainda embriagado, dormindo.
Durante a audiência de custódia, o juiz decidiu conceder a liberdade provisória ao pai, mas determinou o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares, como a proibição de frequentar bares ou circular em vias públicas sob efeito de substâncias alcoólicas. O juiz destacou a necessidade de investigação mais aprofundada para esclarecer as circunstâncias do caso, mencionando indícios de possível homicídio doloso, em vez de homicídio culposo, e apontando a gravidade da conduta do suspeito, que teria abandonado a filha enquanto estava visivelmente embriagado.
Conselheiros tutelares informaram à polícia que a mãe da criança também apresentava sinais de negligência, especialmente no que diz respeito à vacinação dos filhos, e que o pai era o responsável pelos cuidados das crianças. A decisão judicial ressaltou o risco de reincidência criminal e a necessidade de medidas de monitoramento, dado o contexto de abandono e possível exposição das crianças a situações perigosas, agravadas pela condição do pai no momento do incidente.