Uma operação conjunta envolvendo a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Receita Federal e a Controladoria-Geral da União foi deflagrada para desarticular um esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. A investigação, que resultou em 17 prisões preventivas e 43 mandados de busca e apreensão, apura desvios de até R$ 1,4 bilhão, especialmente em contratos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Entre os alvos da ação, estão figuras públicas e empresários que teriam atuado em superfaturamento de obras e favorecimento ilícito em convênios municipais.
Durante a operação, foram apreendidas grandes quantias em dinheiro vivo, incluindo R$ 220,1 mil encontrados em posse de um vereador que teria tentado se desfazer do montante ao ser abordado. As autoridades também identificaram um suspeito com R$ 700 mil em espécie. A investigação aponta que os recursos desviados foram utilizados na aquisição de bens de luxo, como imóveis de alto padrão, aeronaves e veículos. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 162 milhões em bens pertencentes aos envolvidos.
A operação destacou o suposto direcionamento de recursos provenientes de emendas parlamentares para beneficiar empresas ligadas a administrações municipais. Embora o caso tenha conexões com figuras de relevância política, as investigações não apontam, até o momento, qualquer envolvimento direto de parlamentares federais atualmente em atividade. A investigação segue em curso, com a previsão de novas apurações sobre o destino e origem dos recursos desviados.